Sep, 25
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Abuso sexual: Sites e aplicativos que combatem a violência contra a mulher

Segundo Organização das Nações Unidas, um em cada dez mulheres sofreu algum tipo de abuso até os 20 anos de idade, ou seja, cerca de 120 milhões de jovens em todo o mundo. Essa é uma realidade que precisa ser combatida no país. Hoje, existem vários sites e aplicativos que combatem a violência contra mulher. Confira alguns deles

Para denunciar situações de risco

Lançado no fim de agosto, o aplicativo PLP 2.0 tem o objetivo de facilitar o socorro a mulheres de todo o Brasil, vítimas de violência. A ferramenta está conectada a uma rede de 5 pessoas conhecidas da usuária e a entidades públicas e privadas, como varas especializadas e delegacias em defesa da mulher. A ferramenta foi desenvolvida pelas ONGs brasileiras Instituto Geledés e THEMIS Gênero, Justiça e Direitos Humanos e está disponível para smartphones com sistema Android gratuitamente. Há também um site do PLP 2.0, que serve como apoio do aplicativo.

Para denunciar a violência contra a mulher

 Clique 180 é o aplicativo oficial que ajuda a proteger mulheres contra algum tipo de violência. Desenvolvido pela ONU Mulheres, em parceria com a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), a ferramenta tem o objetivo de ajudar mulheres em situação de risco e permitir que outras pessoas possam fazer a denúncia, caso presenciem algum tipo de violência. O aplicativo tem ligação direta com a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da SPM-PR e um site que serve de suporte. Além dos mecanismos de denúncia, a ferramenta oferece informações sobres as Redes de Atendimento presenciais e um espaço para que se possa mapear de forma colaborativa os locais que oferecem riscos às mulheres. Gratuito, está disponível para sistemas iOs e Android .


Para vítimas de slut shaming

O projeto do aplicativo For You foi criado por um grupo de seis adolescentes de 16 anos para acolher meninas que são vítimas do slut shaming, discriminação sofrida após algum tipo de violência virtual, como o vazamento de fotos nuas. Na ferramenta, há espaço para conhecer e conversar com outras vítimas, entender melhor da legislação que condena esse tipo de agressão, além de permitir a criação de grupos presenciais contra o bullying. Enquanto o aplicativo não é viabilizado financeiramente, a página da iniciativa no Facebook funciona como espaço convidativo às vítimas.

Para pedir socorro a amigos e instituições

 Agentto é um sistema de alarme conectado a uma rede de confiança que reúne 12 pessoas selecionadas pela usuária. O aplicativo permite informar rapidamente que algo está acontecendo de errado. Na rede social, há espaço para a criação de comunidades reunindo grupos específicos, como associações de vizinhos, departamentos de polícia e organizações não governamentais. No estado de Goiás, por exemplo, o aplicativo tem uma comunidade do Grupo de Proteção Semira, que permite a denúncia de casos de violência doméstica e tráfico de pessoas às Polícias Militar e Civil e ao Corpo de Bombeiros. Gratuito, está disponível para os sistemas iOS e Android.

Para compartilhar histórias de assédio

O mapa Chega de Fiu Fiu é uma plataforma colaborativa que permite mapear os pontos de risco para mulheres de todo o Brasil. Lá, é possível compartilhar, anonimamente, o local exato e a violência sofrida. Assim, outras mulheres podem ter uma melhor percepção das áreas mais perigosas para o público feminino, baseadas nas violências que já foram sofridas por ali. É possível também denunciar o que foi visto. Elaborado pelo site Think Olga, o mapa conta com as seguintes categorias: assédio verbal, assédio físico, ameaça, intimidação (stalking), atentado ao pudor (masturbação em público), estupro, violência doméstica e exploração. 

Fonte: M de Mulher