Dec, 17
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​Cuidados com os olhos no verão

Com a chegada do verão, em 21 de dezembro, a maioria das pessoas se preocupa apenas em proteger a pele, mas o que muitos desconhecem é que a estação também pode trazer perigos aos olhos. Esse órgão tão delicado, que chega a ser dez vezes mais sensível do que a pele, também sofre nessa época do ano. Para não se descuidar deles, portanto, é preciso tomar precauções com a exposição à luminosidade, aos raios ultravioletas, assim como as irritações, alergias e contaminações causadas por agentes externos. Além de uma doença muito comum, a conjuntivite.

Confira os principais cuidados:

Óculos de sol

Segundo o oftalmologista Jonathan Lake, do Oftalmed – Hospital da Visão, os brasileiros ainda não têm o hábito de proteger os olhos da exposição solar. “O óculos de sol é o filtro solar dos olhos, mas é muito comum as pessoas não utilizarem o acessório ou optarem por produtos piratas que não tem garantia de nenhum fator de proteção solar, colocando em risco a saúde dos seus olhos”, explica o médico.

Os óculos de sol sem boa procedência não passam por tratamento antirrisco, antirreflexo ou polarização. Mas não é só isso. As irregularidades presentes nas superfícies das lentes podem causar desconforto visual, dor de cabeça e astigmatismo (deformidade da córnea que torna a visão desfocada para perto e para longe).

Na hora de escolher os óculos, o consumidor deve procurar um local especializado nesse tipo de produto. “O consumidor deve procurar marcas que possuam o certificado que atestem a condição do produto quanto a proteção aos raios UV. Geralmente um adesivo que traz informações sobre que tipos de raios solares aquela lente filtra. E vale ressaltar que o acessório também é indicado para às crianças”, ressalta Lake.

Radiação solar

Segundo o oftalmologista, especialista em retina, Sebastião Ferreira Neto, do Oftalmed – Hospital da Visão, a radiação ultravioleta (UVA e UVB), assim como queima a pele também pode causar danos aos olhos. “O efeito da exposição solar sem proteção é cumulativo e pode levar a uma série de doenças oculares, Eles aumentam as chances de desenvolvimento de pterígio (membrana que cresce sobre a córnea e pode distorcer ou cobrir a visão) e degenerações de retina, além da possibilidade de catarata precoce”, complementa.

Após um dia de sol sem proteção, é comum sentir ardência, vermelhidão ou os olhos lacrimejantes, sintomas que podem indicar queimaduras nos olhos. Compressas com água filtrada gelada são indicadas para um alívio imediato, e o oftalmologista deve ser consultado com urgência.

Lentes de contato

Ele, também, alerta sobre os perigos para quem usa lente de contato. “O grande vilão, em comum na praia ou na piscina, é a água que pode ser responsável por infecções oculares. “As pessoas que usam lentes de contato devem ter um cuidado redobrado para evitar a contaminação das lentes. Ao entrar na água não mergulhar com os olhos abertos ou usar óculos de proteção. Ao retirar a lente, também é imprescindível que seja feita a assepsia com os produtos adequados”, relata.

A dica é que ao aparecerem sinais de vermelhidão, irritação, sensibilidade à luz é preciso enxaguar abundantemente os olhos com água corrente. Não desaparecendo os sintomas, o médico deve ser procurado, e nunca, nunca mesmo, recorrer a automedicação. “Muitas pessoas recorrem a colírios ou a outros medicamentos sem nenhuma indicação médica, o que pode ser muito perigoso. Além de não resolver a infecção, podem causar danos piores aos olhos”, finaliza.

Conjuntivite

A estação é marcada pelo aumento de casos da doença. Tal fato ocorre devido as temperaturas elevadas e maior umidade do ar, cenário que favorece o aparecimento dos microorganismos que transmitem a doença. "As praias e os clubes lotados também contribuem para que a incidência seja maior, já que aumentam as chances de contágio", esclarece o oftalmologista.

A conjuntivite pode ser causada tanto por vírus quanto por bactérias. Enquanto as virais, em média, duram apenas cinco dias, as bacterianas se disseminam com mais facilidade e podem chegar a duas ou três semanas. Entre os sintomas da doença estão olhos vermelhos, lacrimejantes e com fotofobia (sensibilidade à luz), pode ocorrer também: ardência e secreção mucosa esbranquiçada nos casos virais e secreção purulenta e sensação de areia nos olhos nos episódios bacterianos.

O tratamento da doença varia conforme o seu tipo. Os episódios bacterianos são tratados com colírios antibióticos, que podem vir a ser associados a antiinflamatórios hormonais (corticóides). Já os casos virais são tratados com lágrimas artificiais, colírios antiinflamatorios (hormonais ou não) e antibióticos para evitar a contaminação por bactérias.

Segundo os oftalmologistas, a melhor forma de prevenir a doença é evitar contato próximo com pessoas com o quadro, separar toalhas e fronhas e, especialmente, lavar as mãos antes de levá-las aos olhos. “As pessoas devem prezar pela higiene. Essa é uma dica bastante útil. E se por acaso ficar com irritação nos olhos, o importante é lavá-los com água corrente, fria e abundante. Se a irritação persistir, o ideal é que se procure um oftalmologista”, recomenda.